Tuesday, October 31, 2006

escrever

Não tenho dito nada. tenho coisas para contar, ou para falar, mas não sei o que aconteceu à palavra. à palavra comigo. é penoso vê-la em todo o lado e não se aproximar. Não me tenho deslumbrado o suficiente, devo ter esquecido os gestos de conquista, o coração cheio. quebrei algum pacto, eu?
não são amenos estes dias, existe uma paragem que não foi acordada nem prevista. Agora começa a doer. agora começo a reagir. por isso escrevo, mesmo que a dor não passe, mesmo que comeces a esquecer-me

Monday, October 02, 2006

O homem do tempo

The weather man: deu-me prazer vê-lo. gostei dos pensamentos e da acção quase em simultâneo.

Wednesday, September 27, 2006

da irritação

às vezes irrito-me. mas mais do que consigo dizer. com muitos rrrrr's. com rrrrraiva. como quando as pessoas dizem fico doente. posso chamar à minha de doença das arestas. se algo em mim é subtil, redondo, maleável, se de alguma forma eu sou assim, tudo isso eu perco quando me irrito.
ainda ontem falava dos opostos diabólico/simbólico. do que separa e do que une. e ainda ontem estava aqui a dividir tudo, com os olhos em lâmina quente, guerreira de país desconhecido, acesa de demónios.
é melhor que me cale. não esforçar as pálpebras, esquecer as sobrancelhas.Quando falar significa não comunicar, tu lembras-me o silêncio também existe.

de novo

é sempre difícil o regresso. mas preciso urgentemente de postar!

Friday, July 14, 2006

A Tomada da B(P)astilha ou 14 de Julho


às 4 da manhã :)

Thursday, June 29, 2006

cimento

quanto ao jardim, dessa maneira, acho que nunca o conseguirei ler. não gosto do estilo

Amor

és precioso
és ouro para mim
és o anel
que une
e não separa

Thursday, June 22, 2006

livros

hoje levei três livros para casa:
O jardim de cimento, de Ian McEwan
A guerra como experiência interior, de Ernst Jünger
Um mundo estranho, de Oliverio Macías Álvarez

um deles vou começar a ler

e falei de um outro:
Se ninguém falar das coisas maravilhosas, de Jon McGregor

Tuesday, June 13, 2006

escuro

troveja
eu olho o sol
lá fora inexistente
no terraço
nua eu danço
por mais que tente
a minha chuva é outra
não tão pura
e é de madrugada
e eu queria tanto
experimentar o gosto
dos pinheiros
que amam como homens
ou tanto faz
a linguagem muda
das estrelas
ilegíveis
eu sinto
só de lê-las